Como o São José Polo forma seus cavalos de alto desempenho?
7 de outubro de 2025
A história da criação de cavalos na São José Polo começa com a paixão de José Eduardo Kalil por esses animais — um vínculo que ganhou forma em meados de 1995, quando ele deu início à sua própria criação voltada para o polo.
A busca pelas melhores linhagens
Em 2002, movido pelo desejo de aprimorar ainda mais seu plantel, Kalil começou a importar matrizes da Argentina, especialmente do renomado haras Ellerstina, até hoje considerado referência mundial na criação de cavalos de polo.
Desde então, a cria de cavalos na SJP tem sido construída com base no sangue da própria tropa SJP, aliado ao uso criterioso de sêmen de reprodutores PSI e também de linhagens argentinas de elite.
Entre os reprodutores que fazem parte dessa história estão nomes como:
- Travolta (linhagem de Mariano Aguerre)
- Xerox e Kalifa (ambos do Ellerstina)
- Além das crias próprias de destaque como Espetáculo e Colibri
Da cria à competição: um processo completo
A criação é apenas o primeiro estágio de um processo longo e cuidadoso que envolve outros dois pilares fundamentais: a doma e a pilotagem.
- Doma: conduzida por Dorival Rodrigues, um dos mais reconhecidos domadores de polo do mundo. É ele quem lidera essa etapa com técnica, sensibilidade e anos de experiência, preparando os animais para desenvolverem confiança e capacidade de resposta.
- Pilotagem: a fase final, onde os cavalos são levados ao seu máximo desempenho nas condições reais de jogo. Essa etapa é liderada por Willian Rodrigues, atleta e manager da SJP, responsável por ajustar cada cavalo às necessidades do time e das competições.
Tradição e excelência em cada etapa
No São José Polo, cada cavalo carrega não apenas o resultado de uma linhagem nobre, mas também o cuidado, a técnica e a paixão de um time que acredita no esporte como estilo de vida.
Criar, domar e pilotar: três etapas que sustentam a qualidade e a performance que o time São José Polo leva aos campos.

O placar registra o gol, mas raramente revela onde o jogo foi perdido. Em partidas de polo, o momento decisivo quase nunca é o último toque na bola, e sim a sequência de pequenas decisões que antecedem a finalização. Falhas de posicionamento, leitura equivocada do jogo, escolha errada do cavalo ou atraso de frações de segundo no tempo de bola criam vantagens que o adversário sabe transformar em resultado. Quando uma equipe sofre um gol, a atenção costuma se voltar para quem marcou ou para quem tentou o último bloqueio. No entanto, o erro mais determinante normalmente acontece antes, muitas vezes longe da bola. Um jogador fora da linha correta abre um corredor. Uma leitura tardia obriga um companheiro a se expor. Um cavalo usado no momento errado perde intensidade no lance seguinte. Nada disso aparece no marcador, mas tudo isso constrói o cenário que leva ao gol. O polo é um esporte de ocupação de espaço em alta velocidade. Manter o posicionamento correto não é apenas uma questão estética ou disciplinar, é o que sustenta a estrutura coletiva do time. Quando um jogador abandona sua função sem necessidade, a equipe perde equilíbrio. Esse desequilíbrio não gera um gol imediato, mas cria uma reação em cadeia que favorece o adversário. A falha não é visível para quem observa apenas o resultado, mas é clara para quem lê o jogo. A leitura do tempo de bola é outro ponto crítico. Antecipar não significa apenas correr mais rápido, mas compreender o ritmo da jogada. Chegar cedo demais quebra a linha. Chegar tarde expõe o corpo e o cavalo. O erro de tempo raramente vira estatística, mas quase sempre força uma decisão defensiva de risco, que termina em falta, perda de posse ou espaço concedido. O uso do cavalo também influencia diretamente essas situações. Cada animal responde de forma diferente à intensidade, ao terreno e ao momento da partida. Escolher o cavalo errado para um chukker específico não é um erro visível, mas afeta aceleração, capacidade de recuperação e resposta nos duelos. Quando o cavalo perde rendimento, a jogada seguinte já nasce comprometida, mesmo que ninguém perceba imediatamente. Essas falhas não são erros individuais isolados. Elas impactam o coletivo. Um jogador fora do lugar altera a leitura dos outros três. Uma decisão atrasada desorganiza a recomposição. Um cavalo cansado força ajustes improvisados. O placar só acusa o final desse processo, não sua origem. Por isso, o erro mais caro no polo não é o gol sofrido, mas o que o tornou possível. Ele acontece segundos antes, em detalhes que passam despercebidos para quem olha apenas o resultado. Equipes consistentes são aquelas que reduzem esses erros silenciosos, mantendo leitura, posicionamento e decisões alinhadas durante toda a partida. Entender isso muda a forma de assistir, treinar e jogar polo. O jogo não é decidido apenas nas finalizações, mas na qualidade das escolhas feitas longe do placar. É ali que partidas equilibradas se definem e temporadas vencedoras se constroem.








