Porque você deveria viver uma experiência de Polo na Argentina?
19 de dezembro de 2025
O Polo é um dos esportes mais antigos do mundo, conta com mais de 2500 anos de história e ainda se pode apreciar elementos das suas origens, por mais que tenha sofrido transformações ao longo destes dois milênios. Durante este período, o polo chegou à América e eventualmente se encontrou na Argentina, onde desenvolveu seu maior potencial.
Como o Polo chegou na Argentina?
O Polo chegou na Argentina na segunda metade do século XIX, junto com os ingleses, que eram em maioria latifundiários. Foi através destes novos imigrantes que o polo pôde encontrar homens e cavalos na Argentina para levá-lo a um nível superior.
Quem foram os precursores?
Um dos precursores na história do Polo na Argentina foi o britânico Francis Balfour, quem começou a praticar este esporte em 1890 antes de emigrar à Argentina, trazendo consigo a paixão pelo esporte. Um dos clubes mais importantes nos começos do polo nessa nação da América do Sul foi o Hurlingham Club, fundado em 1888 pelos ingleses Campbell, Fortune, Ravenscroft e Robson, e foi o primeiro ganhador do Polo Club no Argentina Open Polo Tournament.
Por que a Argentina é um dos países mais reconhecidos no mundo do Polo?
A chave do sucesso do polo argentino está, principalmente, na habilidade dos jóqueis e na qualidade dos cavalos. Tal é a fama do seu potencial que o Argentine Open, o Hurlingham e o Tortugas são considerados três dos torneios mais prestigiosos do mundo, reconhecidos a nível internacional como a Triple Corona del Polo Argentino.
Os dez jogadores do mundo com o maior handicap -nível de jogo do jóquei que se mede levando em conta o número de gols que faz para seu time- são: Pablo Pieres e Guillermo Caset, Adolfo Cambiaso (considerado o melhor jogador de polo da história), David Stirling, Pablo Mac Donough, Juan Martín Nero, Gonzalo Pieres (filho), Facundo Pieres, Nicolás Pieres e Hilario Ulloa. Todos são argentinos.
Por outro lado, a excelente qualidade dos cavalos argentinos é resultado de uma criação e treinamentos cuidadosamente elaborados. Desde a robustez do cavalo “criolo”, até a velocidade do “pura sangue”, o rendimento dos cavalos tem melhorado consideravelmente com o tempo. Hoje em dia, o cavalo de polo argentino é uma cruza entre o cavalo rancheiro “mestiço” e o cavalo de sangue puro. Esta reprodução se realiza com um controle estrito e uma seleção cuidadosa, criando uma raça incrivelmente valiosa, altamente qualificada e única no mundo.
Por que viver uma experiência de polo na sua próxima viagem à Argentina?
A Argentina oferece uma ampla tradição em respeito ao polo e brinda a todos a possibilidade de desfrutar deste esporte nobre que conjuga cavalos de primeira categoria com jóqueis especializados. A experiência se completa com o churrasco típico argentino e uma garrafa do melhor malbec, transformando seus dias em Buenos Aires em uma grande aventura, tanto para os amantes do polo quanto para os curiosos. Atualmente existem 1477 jogadores de polo em todo o mundo, dos quais 711 - quase 50% - se concentram na Argentina, o restante está nos Estados Unidos, Reino Unido, Uruguai, França, Emirados Árabes Unidos, África do Sul, Chile, entre outros.

O placar registra o gol, mas raramente revela onde o jogo foi perdido. Em partidas de polo, o momento decisivo quase nunca é o último toque na bola, e sim a sequência de pequenas decisões que antecedem a finalização. Falhas de posicionamento, leitura equivocada do jogo, escolha errada do cavalo ou atraso de frações de segundo no tempo de bola criam vantagens que o adversário sabe transformar em resultado. Quando uma equipe sofre um gol, a atenção costuma se voltar para quem marcou ou para quem tentou o último bloqueio. No entanto, o erro mais determinante normalmente acontece antes, muitas vezes longe da bola. Um jogador fora da linha correta abre um corredor. Uma leitura tardia obriga um companheiro a se expor. Um cavalo usado no momento errado perde intensidade no lance seguinte. Nada disso aparece no marcador, mas tudo isso constrói o cenário que leva ao gol. O polo é um esporte de ocupação de espaço em alta velocidade. Manter o posicionamento correto não é apenas uma questão estética ou disciplinar, é o que sustenta a estrutura coletiva do time. Quando um jogador abandona sua função sem necessidade, a equipe perde equilíbrio. Esse desequilíbrio não gera um gol imediato, mas cria uma reação em cadeia que favorece o adversário. A falha não é visível para quem observa apenas o resultado, mas é clara para quem lê o jogo. A leitura do tempo de bola é outro ponto crítico. Antecipar não significa apenas correr mais rápido, mas compreender o ritmo da jogada. Chegar cedo demais quebra a linha. Chegar tarde expõe o corpo e o cavalo. O erro de tempo raramente vira estatística, mas quase sempre força uma decisão defensiva de risco, que termina em falta, perda de posse ou espaço concedido. O uso do cavalo também influencia diretamente essas situações. Cada animal responde de forma diferente à intensidade, ao terreno e ao momento da partida. Escolher o cavalo errado para um chukker específico não é um erro visível, mas afeta aceleração, capacidade de recuperação e resposta nos duelos. Quando o cavalo perde rendimento, a jogada seguinte já nasce comprometida, mesmo que ninguém perceba imediatamente. Essas falhas não são erros individuais isolados. Elas impactam o coletivo. Um jogador fora do lugar altera a leitura dos outros três. Uma decisão atrasada desorganiza a recomposição. Um cavalo cansado força ajustes improvisados. O placar só acusa o final desse processo, não sua origem. Por isso, o erro mais caro no polo não é o gol sofrido, mas o que o tornou possível. Ele acontece segundos antes, em detalhes que passam despercebidos para quem olha apenas o resultado. Equipes consistentes são aquelas que reduzem esses erros silenciosos, mantendo leitura, posicionamento e decisões alinhadas durante toda a partida. Entender isso muda a forma de assistir, treinar e jogar polo. O jogo não é decidido apenas nas finalizações, mas na qualidade das escolhas feitas longe do placar. É ali que partidas equilibradas se definem e temporadas vencedoras se constroem.








