Equilíbrio marca a 1ª rodada em Palermo
6 de novembro de 2025
Chegou ao fim nessa segunda-feira (3) a primeira rodada de classificação do 132º Aberto de Palermo. Principal torneio do polo mundial teve início com quatro jogos marcados pelo equilíbrio dentro de campo.
No sábado (1) Palermo teve sua tacada inicial dada com dois jogos válidos pelo grupo A. No primeiro do dia a favorita UAE Polo enfrentou a recém-promovida La Zeta Kazak e encontrou bastante dificuldade para sair com a vitória. Depois de um início parelho, UAE Polo chegou a abrir vantagem de três gols no fim do sexto chukker mas viu sua adversária apertar o jogo nos tempos finais e vitória acabou sendo pela diferença mínima, 13 a 12.
Em seguida foi a vez de Sol de Agosto e Los Machitos protagonizarem outro duro confronto. Depois das quatro primeiras parciais terminarem empatadas, Sol de Agosto abriu vantagem e entrou no chukker final vencendo por três gols. Sem desistir, Los Machitos foi em busca da reação e conseguiu igualar o marcador levando a decisão ao tempo extra. Na parcial suplementaria coube a Paquito de Narvaez marcar o gol da vitória de 16 a 15 a favor de Sol de Agosto.
Já no domingo (2) Palermo recebeu o primeiro confronto do grupo B. La Hache C&P e La Ensenada também fizeram jogo muito equilibrado e que precisou do tempo extra para definir o vencedor. Apesar de se manter à frente durante quase toda a partida, La Ensenada foi sempre acompanhada de perto por La Hache C&P e viu sua adversária conseguir o empate no período final. No chukker extra, Tolly Ulloa foi o autor do gol da vitória de 18 a 17 a favor de La Hache C&P.
Por fim, fechando a rodada inaugural, Ellerstina/Chapa e La Dolfina II entraram em campo nessa segunda-feira (3) e também tiveram enredo parecido com os demais jogos da rodada. Favorita, Ellerstina/Chapa viu La Dolfina II endurecer bastante o jogo e passar à frente do marcador no quinto período mas reagiu em seguida e voltou a liderança já no sexto chukker, mantendo vantagem até o fim. Com dois minutos para o fim La Dolfina II conseguiu deixar a diferença em apenas um gol e ainda teve tempo de buscar o empate mas acabou cedendo espaço para o contra-ataque e viu Antonio Heguy, nos últimos segundos, dar números finais ao duelo: 11 a 9 para Ellerstina/Chapa.
O Aberto de Palermo de 2025 continua no próximo final de semana com os jogos da segunda rodada de classificação e estreias de La Natividad/La Dolfina e La Irenita/La Hache. Confira a tabela atualizada clicando aqui.
fonte:30jardas

O placar registra o gol, mas raramente revela onde o jogo foi perdido. Em partidas de polo, o momento decisivo quase nunca é o último toque na bola, e sim a sequência de pequenas decisões que antecedem a finalização. Falhas de posicionamento, leitura equivocada do jogo, escolha errada do cavalo ou atraso de frações de segundo no tempo de bola criam vantagens que o adversário sabe transformar em resultado. Quando uma equipe sofre um gol, a atenção costuma se voltar para quem marcou ou para quem tentou o último bloqueio. No entanto, o erro mais determinante normalmente acontece antes, muitas vezes longe da bola. Um jogador fora da linha correta abre um corredor. Uma leitura tardia obriga um companheiro a se expor. Um cavalo usado no momento errado perde intensidade no lance seguinte. Nada disso aparece no marcador, mas tudo isso constrói o cenário que leva ao gol. O polo é um esporte de ocupação de espaço em alta velocidade. Manter o posicionamento correto não é apenas uma questão estética ou disciplinar, é o que sustenta a estrutura coletiva do time. Quando um jogador abandona sua função sem necessidade, a equipe perde equilíbrio. Esse desequilíbrio não gera um gol imediato, mas cria uma reação em cadeia que favorece o adversário. A falha não é visível para quem observa apenas o resultado, mas é clara para quem lê o jogo. A leitura do tempo de bola é outro ponto crítico. Antecipar não significa apenas correr mais rápido, mas compreender o ritmo da jogada. Chegar cedo demais quebra a linha. Chegar tarde expõe o corpo e o cavalo. O erro de tempo raramente vira estatística, mas quase sempre força uma decisão defensiva de risco, que termina em falta, perda de posse ou espaço concedido. O uso do cavalo também influencia diretamente essas situações. Cada animal responde de forma diferente à intensidade, ao terreno e ao momento da partida. Escolher o cavalo errado para um chukker específico não é um erro visível, mas afeta aceleração, capacidade de recuperação e resposta nos duelos. Quando o cavalo perde rendimento, a jogada seguinte já nasce comprometida, mesmo que ninguém perceba imediatamente. Essas falhas não são erros individuais isolados. Elas impactam o coletivo. Um jogador fora do lugar altera a leitura dos outros três. Uma decisão atrasada desorganiza a recomposição. Um cavalo cansado força ajustes improvisados. O placar só acusa o final desse processo, não sua origem. Por isso, o erro mais caro no polo não é o gol sofrido, mas o que o tornou possível. Ele acontece segundos antes, em detalhes que passam despercebidos para quem olha apenas o resultado. Equipes consistentes são aquelas que reduzem esses erros silenciosos, mantendo leitura, posicionamento e decisões alinhadas durante toda a partida. Entender isso muda a forma de assistir, treinar e jogar polo. O jogo não é decidido apenas nas finalizações, mas na qualidade das escolhas feitas longe do placar. É ali que partidas equilibradas se definem e temporadas vencedoras se constroem.








