Copa Municipalidad del Pilar 2025: Mais brasileiros em campo na argentina
21 de outubro de 2025
A Copa Municipalidad del Pilar de 2025 teve início no último dia 10 de outubro e conta com a presença de três brasileiros.
Competição reúne 16 equipes entre 24 e 26 gols de handicap e, além do título, classifica oito formações para a Copa Câmara dos Deputados.
As 16 equipes na competição foram divididas em quatro zonas com quatro integrantes cada.
Os jogos acontecem dentro das chaves e a primeira colocada de cada grupo avança às semifinais. Rodrigo Andrade e Carlinhos Mansur
atuam juntos por Flamboyant/Ellerstina e estão no grupo A.
Após derrota na estreia por 11 a 9 para La Irenita a equipe venceu Cria Yatay por 12 a 11 e segue na briga pela classificação.
Já João Paulo Ganon, que atua por Alegría, está no grupo B e também debutou com derrota para La Fija/La Saga por 13 a 9.
Na segunda rodada Alegría acabou ganhando os pontos no confronto diante de Chacras de La Trinidad por questões no campo da equipe mandante.
Tanto Alegría como Flamboyant/Ellerstina ainda tem chances de classificação para às semifinais em suas respectivas chaves porém, além da briga pelas semifinais, as equipes tentam ao mínimo ficar em segundo lugar para garantir vaga na Copa Câmara dos Deputados.

O placar registra o gol, mas raramente revela onde o jogo foi perdido. Em partidas de polo, o momento decisivo quase nunca é o último toque na bola, e sim a sequência de pequenas decisões que antecedem a finalização. Falhas de posicionamento, leitura equivocada do jogo, escolha errada do cavalo ou atraso de frações de segundo no tempo de bola criam vantagens que o adversário sabe transformar em resultado. Quando uma equipe sofre um gol, a atenção costuma se voltar para quem marcou ou para quem tentou o último bloqueio. No entanto, o erro mais determinante normalmente acontece antes, muitas vezes longe da bola. Um jogador fora da linha correta abre um corredor. Uma leitura tardia obriga um companheiro a se expor. Um cavalo usado no momento errado perde intensidade no lance seguinte. Nada disso aparece no marcador, mas tudo isso constrói o cenário que leva ao gol. O polo é um esporte de ocupação de espaço em alta velocidade. Manter o posicionamento correto não é apenas uma questão estética ou disciplinar, é o que sustenta a estrutura coletiva do time. Quando um jogador abandona sua função sem necessidade, a equipe perde equilíbrio. Esse desequilíbrio não gera um gol imediato, mas cria uma reação em cadeia que favorece o adversário. A falha não é visível para quem observa apenas o resultado, mas é clara para quem lê o jogo. A leitura do tempo de bola é outro ponto crítico. Antecipar não significa apenas correr mais rápido, mas compreender o ritmo da jogada. Chegar cedo demais quebra a linha. Chegar tarde expõe o corpo e o cavalo. O erro de tempo raramente vira estatística, mas quase sempre força uma decisão defensiva de risco, que termina em falta, perda de posse ou espaço concedido. O uso do cavalo também influencia diretamente essas situações. Cada animal responde de forma diferente à intensidade, ao terreno e ao momento da partida. Escolher o cavalo errado para um chukker específico não é um erro visível, mas afeta aceleração, capacidade de recuperação e resposta nos duelos. Quando o cavalo perde rendimento, a jogada seguinte já nasce comprometida, mesmo que ninguém perceba imediatamente. Essas falhas não são erros individuais isolados. Elas impactam o coletivo. Um jogador fora do lugar altera a leitura dos outros três. Uma decisão atrasada desorganiza a recomposição. Um cavalo cansado força ajustes improvisados. O placar só acusa o final desse processo, não sua origem. Por isso, o erro mais caro no polo não é o gol sofrido, mas o que o tornou possível. Ele acontece segundos antes, em detalhes que passam despercebidos para quem olha apenas o resultado. Equipes consistentes são aquelas que reduzem esses erros silenciosos, mantendo leitura, posicionamento e decisões alinhadas durante toda a partida. Entender isso muda a forma de assistir, treinar e jogar polo. O jogo não é decidido apenas nas finalizações, mas na qualidade das escolhas feitas longe do placar. É ali que partidas equilibradas se definem e temporadas vencedoras se constroem.








